Investimentos

O ano de 2018 foi marcado por um aumento de volatilidade no mercado interno e externo. No Brasil tivemos um 2018 cercado de vaivéns políticos típicos de um ano eleitoral e com um debate intenso sobre a situação fiscal do país. No exterior o aumento da volatilidade é justificado pelo receio em relação ao crescimento global, junto com os riscos da guerra comercial entre EUA e China, além dos debates políticos enfrentados na Europa (negociações do Brexit, crise orçamentária na Itália e protestos populares na França).

No lado econômico, os dados de crescimento e inflação ficaram abaixo do esperado pelo mercado no começo do ano, com o Produto Interno Bruto (PIB) apresentando um crescimento de 1,1%, sendo o setor de serviços com o melhor desempenho. O Índice Ibovespa encerrou o ano com alta de 15,03% e a taxa Selic terminou em 6,50%, refletindo a manutenção da política monetária acomodatícia pelo Comitê de Política Monetária (COPOM). Já os índices de preços ao consumidor, IPCA e INPC, terminaram o ano em patamares comportados com alta de 3,75% e 3,43%, respectivamente.

Composição dos investimentos líquidos dos Planos de Benefícios

A PREVIG, no consolidado de 2018, obteve um crescimento patrimonial de 7,26%, passando de R$ 1.311.511 mil no final de 2017 para R$ 1.406.666 mil em 31/12/2018. A composição desses investimentos por Planos de Benefícios (no caso do Plano CD, por perfis de investimentos), está demonstrada na tabela a seguir. 

Detalhamento dos investimentos

O portfólio de investimentos dos Planos de Benefícios administrados pela PREVIG está investido em ativos diretos e em fundos de investimentos administrados por gestores externos. As tabelas a seguir destacam as alocações de recursos da entidade obedecendo aos limites e critérios estabelecidos na Política de Investimentos e na Resolução CMN nº 4.661, de 25 de maio de 2018.

Rentabilidade dos Planos
de Benefícios 

No ano de 2018 a rentabilidade acumulada do Plano BD foi de 10,03%, equivalente a 107,57% da meta atuarial (*).

O Plano CD (inclusive BSPS) rentabilizou 8,86% no acumulado ano, o que equivale a 137,99% do CDI, índice de referência do Plano.

As tabelas abaixo apresentam a rentabilidade dos Planos de Benefícios e Perfis de Investimentos, calculada pelo método de cotas diárias, em cada um de seus segmentos de aplicação, comparando-as com seus respectivos índices de referência. Entende-se como índice de referência, ou benchmark, para determinado segmento de aplicação o índice que melhor reflete a rentabilidade esperada para o curto prazo, isto é, para horizontes mensais ou anuais, conforme as características do investimento.

(*) INPC + 5,70% a.a.

Despesas com administração
de investimentos

As despesas com a gestão externa de investimentos do Plano CD custeadas pela própria rentabilidade do Plano (não contempladas nas despesas administrativas) atingiram, em 2018, R$ 421 mil, conforme demonstrada na tabela abaixo.

Política de Investimentos 2019/2023

A Política de Investimento dos planos administrados pela PREVIG, 2019/2023, tem como objetivos:

  • Estabelecer diretrizes e medidas a serem observadas por todas as pessoas, internas ou externas à Entidade, que participam do processo de análise, de assessoramento e decisório sobre a aplicação dos recursos do plano, diretamente ou por intermédio de pessoa jurídica contratada;
  • Dar transparência aos patrocinadores, participantes e assistidos em relação aos principais aspectos relacionados à gestão dos investimentos e riscos.

No processo de planejamento da política, a entidade adotou o horizonte de sessenta meses, prevendo revisões anuais. Os limites e critérios utilizados decorrem e se fundamentam na regulamentação do setor, sobretudo na Resolução CMN nº 4.661, de 25 de maio de 2018.

Na elaboração das Políticas de Investimentos, dos Planos de Benefícios administrados pela PREVIG, foram empregadas técnicas de análises de cenários e de riscos, avaliações e projeções de indicadores econômicos, considerando as modalidades dos Planos, suas especificidades, necessidades de liquidez e os fluxos esperados de pagamentos dos ativos. As conclusões obtidas com estes estudos oferecem subsídios para a definição das diretrizes de alocação expressas na política.